Autocomplete Hand-drawn Animations

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Autocomplete Hand-Drawn Animations, vídeo demonstrativo aqui, é uma aplicação para animação que para além de adivinhar, sugerir e corrigir em tempo real animações, também reconhece e preenche cores e padrões, o que simplifica e muito o trabalho dos animadores.

Ainda que esteja em fase de desenvolvimento, irá ser apresentada pela Microsoft Research, Universidade de Hong Kong e Tóquio no SIGGRAPH Asia 2015.

É um surpreendente avanço em relação ao Meander usado pela Disney, que de resto tem um blogue com avanços e investigações na área da animação.

“Origem Transmontana”

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“Origem Transmontana” é uma marca.

Duas perguntas rápidas: como é possível que registo nacional da propriedade industrial permita isto, como é que a imprensa, neste caso muito particular, (quase) não use aspas, ou até itálico, quando se refere a ela e ao botulismo.

Não sei, não sei, mas vou ali registar “Marca Registada” e volto já.

Sketch du Jour #422

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Belém do Pará: Edifício Manoel Pinto da Silva, nome do engenheiro português que o construiu, aí pelo final da década de 1950. Imponente, modernista e chique, foi durante muitas décadas o mais alto da Amazónia e um dos mais altos do mundo.

Belém do Pará (Brazil): residential building Manoel Pinto da Silva, named after the Portuguese engineer who built it, by the end of 1950. Imposing, modernist and chic, it was, for decades, the tallest building in Amazonia and among the tallest in the world.

Olá, Árvore!

Talvez seja isto aquilo que queremos da internet das coisas: em Melbourne, na Austrália, foram criados números de identificação, assim como endereços de e-mail, para as árvores. A medida pretende que qualquer um pudesse enviar uma mensagem a indicar um problema com determinada árvore, como um galho partido ou secura das raízes.

A surpresa é que para além disso, as pessoas começaram também a enviar mensagens pessoais às próprias árvores, que vão desde um simples olá a perguntas sobre política e actualidade. E do outro lado, as árvores começaram a responder. Ou melhor, os técnicos municipais por elas. A notícia é do The Atlantic, onde são reproduzidas muitas mensagens, o meu espanto foi para esta enviada a um cedro vermelho ocidental.

Olá Árvore, estás preocupada com a possibilidade de seres afectada pela crise da dívida grega? Devem permitir que a Grécia fique na União Europeia?

Cumprimentos,
Troy

A resposta do cedro vermelho não tardou, começa com um trocadilho, e pode ser lida aqui.

Iogurte Grego?!

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Tenho a impressão que muitos de nós, e tantos outros europeus, experimentaram o iogurte grego à custa das más notícias sobre o país e campanhas publicitárias constantes, entre outras marcas, da Danone e Nestlé. Abrindo um, logo pela textura, será tudo, menos o legítimo ou sequer uma boa imitação.

O original é denso, muito denso. Enfiando uma colher, poderia levantá-la, abanar com força, que o iogurte continuaria lá. É amargo e ligeiramente salgado de sabor, quanto mais não seja, porque tradicionalmente é de ovelha e não de vaca. Dito de outra maneira: pensem nele mais como um queijo fresco, acabado de bater, do que outra coisa qualquer. Daí que combine muito bem com mel, regado no topo e a gosto, sendo que uma ou duas colheres de boa compota também cumprem o mesmo papel, mas não é muito vulgar. É mel e ponto final. Também é versátil, tanto pode aparecer numa entrada, como o tzatziki, uma pasta de iogurte, pepino e alho regada com azeite; como barrado num pedaço de paximadi (um pão muito seco), com tomate, oregãos e um fio de, claro está, azeite; ou compor uma salada, como a pantzarosaláta1, feita com beterraba envolvida em iogurte, maionese e alho.

Quando disse taça, pequei pelo tamanho, porque os gregos comem iogurte em tações. E com muito gosto. Aliás, num frigorífico de uma casa grega, é mais fácil encontrar um balde de 1 quilo de iogurte do que uma embalagem pequena. As duas marcas mais populares, por lá, são a a Delta e a Fage (diz-se faieh, é um acrónimo, são as primeiras letras dos nomes dos donos, mas também significa “come”), sendo que ambas arrancaram originalmente em Atenas no início do séc. XX. Por cá, encontram-se à venda em algumas mercearias finas e no El Corte Inglés.

De resto, aquilo mais o caracteriza é ter pouco ou nenhum soro (aquele líquido que cobre o topo), quase todo ele escorrido durante a feitura, por isso mesmo, o nome dado pelos gregos a este tipo de γιαούρτι (iogurte) é στραγγιστό (diz-se stranghistó), que significa precisamente “bem escorrido”.

Ou seja, até no nome, o iogurte grego que anda por aí não é bem o iogurte dos gregos.

Malakas!


  1. Efharisto para poli, Caterina!