Viae Romanae Maiores

Todas as estações vão dar a Roma: as vias romanas, por volta de 125 d.C., representadas aqui como se fossem um mapa de Metro numa ilustração de Sasha Trubetskoy. Cliquem na imagem para ampliar e ver em detalhe.

A nossa via Lusitanorum, que inclui parte do caminho de Santiago de Compostela e corresponde à via IV, ali está com as seguintes paragens: Bracara Augusta, Portus Cale, Conimbriga, Olisippo e Pax Iulia (ou Julia).

All stations lead to Rome: roman roads, circa 125 AD, as a subway map, illustratted by Sasha Trubetskoy, click on the image to zoom in.
The Portuguese Via Lusitanorum, which encompasses the Route of Santiago de Compostela, has the following stops: Bracara Augusta (Braga), Portus Cale (Porto), Conimbriga (Coimbra), Olisippo (Lisboa) e Pax Iulia (or Julia, today Beja).

O Arquitecto Depois de Morto

O estranho caso de como as cinzas de Luis Barragán (1902–1988), um dos gigantes da história da arquitectura do séc. XX, foram convertidas num diamante de 2.02 quilates por Jill Magid.

Hoje Não Há Notícias

Nothing In the News – Newspapers From Around The World With Nothing In Them (Nada Nas Notícias – Jornais Do Mundo Sem Nada Neles) é um projecto de Joseph Ernst, onde à excepção do título, a primeira página de vários jornais internacionais estão absolutamente vazias. Uma reflexão sobre a saturação de notícias, o clickbait, as fake news e tudo o resto a que estamos sujeitos. Na imagem, e que bem que sabe vê-lo assim, o nosso Correio da Manhã.

Finalmente A Censura

A Associação Americana de Bibliotecas publicou recentemente a lista dos 10 livros mais contestados em 2016, ou seja, com mais pedidos para serem banidos ou passarem a ter acesso restrito. Desta vez, metade da lista é ocupada por livros ilustrados e bandas desenhadas.

Em primeiro lugar: This One Summer (em português, Finalmente O Verão), uma banda desenhada com argumento de Mariko Tamaki e desenhos de Jillian Tamaki, vencedora de inúmeros prémios desde a sua edição em 2014. Centrada em duas personagens, Rose e Windy, “amigas de férias”, a obra retrata de uma forma muito evocativa o final da infância e entrada na adolescência. Os motivos que levaram os leitores a contestarem são “incluir personagens LGBT, uso de drogas, profanidades, ser sexualmente explícito e de temática adulta”. O que é difícil de compreender, nem nudez há.

É ainda de sublinhar que dois outros títulos da lista, George de Alex Gino e I Am Jazz de Jessica Herthel, Jazz Jennings e Shelagh McNicholas, têm personagens transgénero, e segundo quem contestou, apresentam por isso mesmo “pontos de vista ofensivos”.

A lista, publicada anualmente, é definida pela própria associação como um “índice de ansiedade da América vigente”.

Museu Secreto

São 121 nus inéditos de Rodin, todos eles explícitos, focados na masturbação e na homossexualidade feminina. Foram descobertos por Judith Cladel, amiga e biógrafa, após a morte do escultor, enquanto fazia o levantamento do espólio e encontrou escondida uma capa com o título, escrito à mão, musée secret (museu secreto).

Desde aí, início os desenhos raramente foram expostos, e quando isso aconteceu, sempre isolados. O conjunto foi agora reunido pela primeira vez no livro Rodin – Son Musée Secret (amostra aqui), editado pela Albin Michel e Museu Rodin, com direito a capa com fundo vermelhão e enquadrada na comemoração dos 100 anos da morte de Rodin (1840-1917).

São desenhos de trabalho, esboços, mas como explica Catherine Chevillot, conservadora e directora do museu, ainda que feitos de uma forma muito livre, estão na base daquilo que iriam ser os movimentos modernistas do século passado.