The Mermaid Project

O Hugo Franco apareceu de rompante pelo “estúdio” (expressão dele), viu uma mesa de luz e ficou curioso, disse que estava a estudar animação e também fazia música, foi buscar o portátil, voltou, mostrou as cenas dele e pronto.

Informar, Educar, Entreter

Public-Service-Broadcasting

Public Service Broadcasting: um guitarrista, um baterista, maquinaria com sons e imagens de propaganda e arquivos de serviços públicos de radiodifusão. Nada de novo, mas muito bem conseguido. Vale a pena espreitar todos os vídeos (alguns deles comentados), incluindo os que são ao vivo. Hoje estava a ler mais um artigo sobre o estado da União Europeia e lembrei-me deles, porque dão a ideia de uma Inglaterra que passou e de uma Europa que já foi. No entanto.

Public Service Broadcasting: a guitar player, a drummer, sounds and footage from propaganda and public service archives. Nothing new, but very well executed. Check out their YouTube channel (some with audio commentary), and the live shows. Today I was reading (another) article on the European Union and thought of them, because these videos give an idea of a gone-by era, both British and European. But.

Concertos Narrados & Ilustrados

Desenho ao Vivo - Concertos Ilustrados
Esta imagem foi uma das poucas que sobreviveu a uma série de concertos narrados no Conservatório de Música do Porto, durante os dias 7 e 8 de Março, 2013, onde acompanhei os pianistas Christina Margotto e Bruno Belthoise com ilustrações digitais feitas em tempo real para o conto infantil Une Semaine du Petit Elfe Ferme-l’Œil (A Semana do Pequeno Duende Fecha-os-Olhos). Assistiram aos concertos alunos do Conservatório e muitas crianças de outras escolas. Um público numeroso e exigente, portanto.

Drawing live, on stage, at a series of concerts at Oporto Music Conservatory between 7 and 8 of March 2013. I drew/illustrated live and in real time the piece “Week of the Little Elf, Shut-Eye” with pianists Christina Margotto e Bruno Belthoise, here is one of the few screenshots I was able to save.

Máquina do Hype #30

maquina_hype_30
© Last Nights Party

Nada no MySpace, nada neste blogue e muito menos neste estranho site. É ingrato, mas há pouca informação sobre quem são os Cults, excepto que vêm de Nova Iorque e que o projecto está associado a Ryan Mattos. Dado recolhido num whois meu e depois confirmado nesta entrada muita ácida. Prova de que a invisibilidade, nos dias que correm, é uma força. Continuando, a única página oficial da banda está no Bandcamp.com, onde oferecem para download gratuito um EP homónimo e de estreia. A capa é um desenho retirado da mítica série Men in the Cities de Robert Longo. Sinal de bom gosto.

Ruído da Máquina

[audio:http://paulopatricio.com/wp-content/audio/Cults_Go_Outside.mp3]
Go Outside
Cults 7″
Cults.bandcamp.com – 2012
Cults

E pronto foi o hype. Feito no limbo.

Nota: o ano de edição, 2012!, é o que está associado ao MP3. Tudo em nome do rigor.

Máquina do Hype #29

Muito amor!
© Last Nights Party

Museum of Bellas Artes. É assim que que se chamam e são de Estocolmo. Que se saiba só têm uma música, dá pelo título de Who Do You Love e é uma versão de um original de meados da década de 1960 que pertence aos The Sapphires.

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Máquina do Hype #27

Hype #27 - O Psicadelismo Peganhoso
© Last Nights Party

Hoje, a minha costela indie tem dado sinais de querer flutuar. Dentro do género, o psicadelismo [será esta a etiqueta correcta?] ou aquilo que anda lá próximo não faz parte das minhas preferências, mas que Mirrored And Reverse dos White Denim é muito competente, é. Tanto que desde que entrou no meu iTunes, parece não querer parar de tocar e tocar. Surpreende, tendo em conta o passado “juvenil” da banda, e por isso mesmo é a escolha acertada para apresentar o novo álbum que aí vem, Fits, cuja data de lançamento está programada para 22 de Junho próximo.

Na mesma linha, lo-fi e psicadélica, os The Intelligence não acrescentam nada de novo com Thank You God For Fixing The Tape Machine [!], que anúncia o lançamento de Fake Surfers, lá para o meio de Maio. Por outras palavras: fazem mais do mesmo, mas melhor. O que é uma sorte nos dias que correm.

Entre estas duas bandas, e muitas outras, há um ponto em comum, uma dose de psicadelismo. Sinais de renascimento de um género? Suspeito que sim. Mas a verdade é que vivemos num momento onde o renascimento de géneros musicais, estilos, modas e ideias, é perpétuo.

Ruído da Máquina

[audio:http://www.paulopatricio.com/wp-content/audio/MirroredAndReverse.mp3]

Mirrored And Reverse
Full Time Hobby – 2009
White Denim

[audio:http://www.paulopatricio.com/wp-content/audio/ThankYouGodFor FixingTheTape Machine.mp3]

Thank You God For Fixing The Tape Machine
In The Red – 2009
The Intelligence

E pronto, foi o Hype. Feito com uma costela fora do lugar.

Nota: Mirrored And Reverse dos White Denim vem directamente do NME, basta clicarem aqui e salvarem-no para o vosso disco. Streaming de Thank You God For Fixing The Tape Machine, via Gorillavsbear.blogspot.com. Na foto, quando um género musical renasce é para todos e geralmente muito, mas muito, peganhoso.

Máquina do Hype #26

Máquina do Hype | Copacabana Club
© Last Nights Party

Antes que o bom tempo fuja, fica aqui uma nota sobre os Copacabana Club, banda de Curitiba [lá no Brasil!], que faz uma pop cheia de graça e sintetizadores.

Verdade seja dita, as letras não dizem muito, pergunta: e terão que dizer?, mas como são cantadas num irrestível broken english, às tantas ganham contornos de urgência, como acontece em Come Back, que parece revelar um segredo mal guardado, e Just Do It, que pede mudança e acção. Esta última, em particular, é um bom exemplo do que escrevi, ouçam-na uma vez, depois repitam a dose, só que atentos à letra. Superficial de todo, é a constatação.

Coisa que não lhe retira a empatia e o potencial de hit instantâneo, tanto que apesar de ter sido lançada no final de 2008, foi agora regravada com o apoio da Levi’s Music, motivo suficiente para dizer que os tipos da ganga estão atentos e aproveitar para escrever aqui sobre os Copacabana.

Apesar dessa versão não estar ainda disponível, ooooh!, podem sempre espreitar o vídeo, e enquanto isso, fazer download gratuito e legal da remistura de Boss in Drama ou optar pelo EP King Of The Night. Depois, passem de imediato tudo para o vosso iPod, corram para uma qualquer esplanada e aproveitem o bom tempo.

Ruído da Máquina

[audio:http://www.paulopatricio.com/wp-content/audio/JustDoIt.mp3]

Just Do It
Myspace.com/copacabanaclubmusic – 2008
Copacabana Club

[audio:http://www.paulopatricio.com/wp-content/audio/JustDoIt_BossInDrama.mp3]

Just Do It
[Boss In Drama Remix]
Myspace.com/bossindrama – 2009
Copacabana Club

E pronto, foi o Hype. Numa esplanada, baixo um céu limpo e soalheiro.

Nota: o EP também está disponível no SendSpace. Na foto, porque pode ser útil nestas férias, a localização exacta de Curitiba no mapa do Brasil.

Máquina do Hype #25

Máquina do Hype #25 - Cuidado com o leão!

© Last Nights Party

Quando encontro alguém que me diz querer emigrar, mas não sabe bem para onde ou sequer fazer o quê, sugiro sempre: garimpar singles em África. Lá no fundo, alimento a esperança que respondam que nunca tinham pensado nisso, mas que sim, que é isso mesmo, que vão vender tudo e meter-se no primeiro avião sei lá para onde, desde que seja um país africano.

Isto, a propósito de Voodoo Funk, blogue de música que está há muito na lista dos meus favoritos e pertence a Frank Gossner, DJ alemão que resolveu vender o apartamento que tinha em Berlim e mudar-se para a África, onde andou a garimpar discos de funk, soul e beat africano das décadas de 1960 e 70. Tarefa complicada, já que uma boa parte do vinil produzido naquelas décadas, de bandas como Orchestre Poly-Rythmo De Cotonou ou El Rego Et Ses Commando, é raro de encontrar, sobretudo em bom estado de conservação. Muito procurados, seja por coleccionadores, melómanos, historiadores ou DJs, estes discos, além de raros, são em muitos casos prova arqueológica de um avassalador património musical tido como perdido. Por outras palavras, valem ouro, daí o uso da expressão garimpar.

E foi o que Frank fez entre 2005 e 2008: garimpou pepitas de vinil, passou-as para suporte digital e devolveu ao mundo, em festas, na rádio e no blogue dele. Onde além de música, encontramos capas inimagináveis, relatos de peripécias, muitas fotografias e partes do documentário que aí vem, Take Me Away Fast. Ainda que agora esteja em Nova Iorque, continua a alimentar o blogue, um dos poucos que dá para ver, ler, e ao mesmo tempo, ouvir com prazer. Segue breve extracto de um mix.

Ruído da Máquina

[audio:SuperAbsent_DJFrank.mp3]

Super Absent Mix [Extracto]
Voodoofunk.blogspot.com
DJ Frank

E pronto, foi o Hype. Em pleno check-in no balcão da Ghana Airways.

Nota: a foto, como é fácil de perceber, foi tirada em plena planície africana. Não se vê bem, mas o leão com dentes afiados e juba abundante está lá ao fundo, tenham cuidado com ele.

Máquina do Hype #24

hype_24

© Last Nights Party

Amon Tobin é, desde sempre, um dos meus favoritos. O álbum Foley Room, lançado em 2007 pela Ninja Tune, foi muito bem recebido e pontuado pela crítica, fosse ela especializada ou generalista. Seguiu-se uma longa digressão para o promover e à conta disso, Tobin devolve-nos agora Foley Room Recorded Live In Brussels, gravado no Teatro AB, Bélgica, que tem como objectivo documentar e sumariar essa digressão. A boa notícia, é que está a oferecê-lo na totalidade para download gratuito no website dele, onde também podem encontrar outras borlas, como remisturas, material de arquivo, etc. Dentro da pasta de Foley Room Recorded…, além de um MP3 a 320 kbps com 1h17 de duração e 166MB de tamanho, encontram ainda um booklet e respectiva capa. Fica aqui o link directo, basta salvarem o ficheiro para o vosso computador.

Foley Room Recorded Live In Brussels
Download: .ZIP
AmonTobin.com
Amon Tobin

E pronto, foi o Hype. Simples e directo.