BD: Jogos Humanos (II)

“[…] “Jogos Humanos”, resultado da sinergia de dois talentos em ascensão, Paulo Patrício (argumento) e Rui Ricardo (desenho). Se a história aborda temas polémicos exactamente como devem ser abordados (como se fossem, como são, tão naturais como quaisquer outros), o traço vinca essa naturalidade inocente, usando muito bem o fundo escuro das páginas. “Jogos humanos” é ainda uma lição rara na abordagem da linguagem quotidiana.”

João Ramalho Santos
in Jornal de Letras

BD: Jogos Humanos (I)

“O conjunto tem a eficácia e a densidade de uma “sitcom”, com a frivolidade a mascarar o quotidiano e a reflexão a esconder-se no entrechoque dinâmico das figuras. Embora nem sempre a figuração acompanhe a narrativa. Nota-se alguma rigidez no desenho, como se sente demasiado a ausência de fundos, embora haja bons enquadramentos e páginas intensas, aproveitando na perfeição o fundo negro das páginas.
O carácter, a um tempo, contemporâneo e local é ainda acentuado com a apresentação, à laiad de fundo musical, de um certo Porto, concreto e húmido, com as suas referências noctívagas e geracionais. Bem divertida é ainda a cena em que os autores se autorepresentam enquanto homofóbicos. Todos sem excepção, autores e amigos, cidade íntima e Porto exterior, entram neste jogo humanista.
O tema é a sexualidade, está claro, mas falada, reflectida, digerida, pois o pudor dos autores não permitiu senão, e já no fim, uma “cena de cama”. Tradicional e sem excessos gráficos, apesar do número de parceiros. A investigação não passa aqui pela representação da carne, mas pelo comércio dos corpos que oferecemos uns aos outros em conversa. Ainda que seja apenas à flor da pele.”

João Paulo Cotrim
in O Independente

BD: O Canapé Humano

“Mais três novos títulos da colecção Quadradinho […] “O Canapé Humano”, de Paulo Patrício – um dos fundadores do EIA! e co-editor da fanzine “Cru” – é uma adaptação do conto “The Human Canape” de Will Self, ou como vencer as suas fobias aproveitando o boom económico dos anos 80 (já passaram!).”

in BlitzTexto Não Assinado

Os anos 80 já tinham passado, é verdade, mas faltariam ainda muitos anos até que um livro de Will Self fosse publicado em português…

Pussey!

Daniel Clowes é o narrador omnipresente de Pussey!, encarregando-se, como os espíritos que visitaram Mr. Scrooge na véspera da noite de Natal, de nos mostrar o passado, o presente e o futuro de Dan Pussey, um autor de bd. Assim, a história transporta dentro de si uma moral premonitória e fatalista que terá de ser levada a quem ainda não caiu em desgraça… a Dan Pussey? Não, Daniel Clowes não pretende corrigir Dan Pussey, ele é apenas o meio, a personagem manipulada ao limite, ele é a mensagem para todos os que pretendem seguir carreira como autores de bd.
Continuar a ler Pussey!

BD: Aqui, À Terra (IV)

“Produtos directos do movimento de fanzines em Portugal, os autores desta pequena história são a prova de que a BD de expressão portuguesa não só não está morta, como tem toda a vida pela frente. Sincopada e sóbria na sua urdidura narrativa, esta história de amor “impossível” coloca nos seus devidos termos a relação do corpo com a consciência: aquele é o suporte material que dá sentido ao “aqui e agora” da vida humana. O resto é delírio… ou suicídio.”

Texto Não Assinado
Sem Referência da Publicação

BD: Aqui, À Terra (III)

“O sexto Quadradinho volta a ter a assinatura de um autor português, ou, melhor dizendo, de dois, já que tem argumento de Paulo Patrício e desenhos de Mário Moura. Dois autores com rodagem feita em concursos que assinam uma BD que nos prova que o amor não conhece barreiras mesmo quando o ser amado é uma sereia e, para a acompanhar, é necessário abandonar a alma, a única coisa que nos prende “aqui, à terra”.

in secção BoletimTexto Não Assinado
Sem Referência da Publicação

BD: Aqui, À Terra (II)

“[…] Paulo Patrício e Mário Moura assinam um dos títulos de mais profundo e sentido conteúdo social, uma enigmática obsessão que nos deixa um la-estar sobre teias sem sentido em que tantos se deixam enredar. Paulo Patrício e Mário Moura, ambos também na casa dos 20, assinam o último título (até agora), o mais poético e onírico, entre o psicológico e o fantástico, com opções estéticas e narrativas que se integram, com uma acentuada maturidade, em correntes contemporâneas representadas, por exemplo, pela colecção de BD da Autrement.”

João Paiva Boléo
in Expresso

BD: Aqui, À Terra (I)

“Mais dois volumes da excelente colecção Quadradinho – editada por Pedro Cleto e a Associação Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto – acabam de ser lançados este sábado. “Imbróglio”, de Lewis Strondheim [sic], e “Aqui, À Terra”, de Paulo Patrício e Mário Moura […]”

in BlitzTexto Não Assinado