Dictionnaire Mondial de La Bande Dessinée

Este dicionário não se limita apenas a autores, mas também a personagens, revistas e termos técnicos, o que por si só é muito bom. Poderia ser um daqueles dicionários que não deveríamos ignorar, por dois motivos, 1º pelo tamanho, o de livro de bolso, 2º pelas informações elementares, revelando-se muito prático e conciso.
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A Las Mujeres No Les Gusta Follar e Anal-Fabetos

Confesso que logo à partida gostei dele, e passei a gostar ainda mais quando na contracapa dos livros o vi de fato e gravata preta, meia de mulher enfiada na cabeça e com os filhos, Yhedra e Jhonatan, ao colo. Lindo. Álvarez Rabo, um dos melhores pseudónimos que conheço, define-se como sendo fruto da estupidez dos anos 80 e dos eclécticos anos 90, um intelectual humanista-marxista que segue todas as modas e que trabalha no El Corte Inglés.
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Case, Planche, Récit

Existem três pontos de charneira na teoria da bd: Essai de Physiognomonie, de Rodolphe Töpffer; Comics & Sequential Art, de Will Eisner e Understanding Comics, de Scott McCloud. Benoît Peeters pretende alcançar com este livro o mesmo objectivo e estatuto dos outros três, o de referência. Esse objectivo é demonstrado logo nas primeiras páginas, em que o autor nos dá a sua ideia do que deverá ser a teoria da bd, como é que pode ser feita e em que moldes.
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Kathryn Laity

Licenciou-se em Estudos Internacionais, mas um gosto profundo pela literatura fantástica e línguas antigas levou-a a concluir em 1995 um mestrado em Estudos Medievais, estando hoje a preparar o seu doutoramento na Universidade do Connecticut com a dissertação Local Heroes: The Sociolinguistic Context for The Development of Vernacular Saint’s Lives in Old Irish. Uma dissertação centrada na vida e relatos de três santos Brigit, Óláf e Gu Thorn Lac, avaliando qual é a importância dos mesmos na literatura irlandesa, escandinava e inglesa durante a idade média. Por isso mesmo, não é surpreendente que Kathryn Laity escreva contos fantásticos, como The Willimantic Frogs, Sinkka Journeys North, Walpurgisnacht, A Gift House, Master of Terror’s House of Horror, The Eleventh Commandment, Another Metamorphosis, A Moral Tale About Obsession, Dream Forge e Revelation, com o qual ganharia o prémio MGM/United Artists/Clive Barker no Lord of Illusions Short Story Contest em Novembro de 1995. Publica também ensaios sobre bd e ilustração.

Texto publicado na revista Quadrado, Volume 3, Nº3, Maio de 2001.

Trina Robbins

Trina Robbins publicou pela primeira em 1966, foi uma das poucas mulheres, se não a única, a fazer bd alternativa com regularidade durante a década que se seguiu, sendo responsável por aquele que é considerado o primeiro comic totalmente feminino It Ain’t Me Baby de 1970. Não só é possuidora de um desenho a todos os níveis excepcional, como também é uma das melhores argumentistas de que há memória, irónica e subtil foi a primeira a tratar de temas como a homossexualidade feminina, a violação e o aborto. Destacam-se da sua longa bibliografia títulos como All Girl Thrills, Girl Fight, Wimmin’s Comix e WonderWomen. Na última década colocou de lado a bd, voltando-se para a ilustração e depois para escrita, o que a levou a desenvolver trabalhos dentro da história da banda desenhada, especializando-se no campo da bd feita por mulheres. Trabalho único, aturado e notável é hoje reconhecido não só como sendo um imenso contributo para a investigação, mas também como um legado precioso e insubstituível para todos.

Bibliografia [relativa apenas aos livros de história]:

From Girls to Grrlz : A History of Women’s Comics from Teens to Zines
Introdução de Carla Sinclair
Chronicle Books, 1999

The Great Women Superheroes
Kitchen Sink Press, 1996

A Century of Women Cartoonists
Trina Robbins, Kitchen Sink Press, 1993

Texto publicado na revista Quadrado, Volume 3, Nº3, Maio de 2001.

Papel de Parede: Brevíssima História

O Smithsonian prepara uma exposição sobre a história dele. A Elle, Vogue ou Wallpaper usam-no nas produções de moda. Laura Ashley e Ralph Lauren perceberam que vale a pena continuar a desenhá-lo. Magritte trabalhou alguns anos numa fábrica, mas executou mais do que aqueles que desenhou. Pessoa falava do fingidor, talvez do pintor-fingidor, aquele que fingia no papel materiais como a mármore ou o gesso. Willam Morris não queria que as paredes da Red House em Kent ficassem nuas, por isso tratou de desenhar e pintar verdadeiros clássicos. O papel de parede, uma chinesice que nesta década parece quer voltar em força às paredes das nossas casas.
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Charles Saatchi

Gary Hume, Julian Schnabel ou Damien Hirst, qualquer um serve, porque todos os contemporâneos vão dar a Charles Saatchi, cuja actividade como coleccionador de arte só é comparável à do americano William Hearst nos anos 40 e à do rei Charles I em Inglaterra, onde Saatchi é conhecido por Charles II.
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Autores [em 2000]

01. O ano é de boa colheita, é o mínimo que se pode dizer: Luís Louro e Rui Zink apostaram, António Jorge Gonçalves arriscou, Miguel Rocha insiste, José Carlos Fernandes reinventa-se, Nuno Saraiva reedita-se e a estes juntam-se uns quantos nomes desconhecidos, alguns interessantes, e pelo menos três editoras novas, Witloff, Círculo Profundo e Nova Comix.
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Loverboy

Acontece-me muitas vezes, pelo menos de três em três meses, pensar que não deveria ter escolhido nem pintura nem bd, porque qualquer uma delas não me tem dado muita coisa, ou seja: miúdas, festas, jantares de borla e dinheiro.
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Big Blow Baby

A génese da coisa: Big Blown Baby nasce duma copulação forçada entre uma máquina e um dos filhos de Odin, supostamente Thor. Logo após o nascimento Big Blown Baby é enviado para a terra numa nave espacial, caindo no meio dos tomates de um pai de família americano. Enfurecido, e com razão, o pai destomatado luta com Big Blown Baby.
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